
A coceira nas partes íntimas é uma queixa frequente entre mulheres e pode ter diversas causas, desde irritações simples até infecções que precisam de tratamento. A seguir, as principais recomendações de ginecologistas.
1. Higiene adequada
Use apenas água morna na região externa. Sabonetes íntimos devem ser neutros e usados com moderação. Evite duchas vaginais — elas desequilibram a flora natural e aumentam o risco de infecções.
2. Prefira roupas íntimas de algodão
Tecidos sintéticos retêm umidade e calor, favorecendo o crescimento de fungos. O algodão permite melhor ventilação e reduz a chance de candidíase.
3. Evite produtos irritantes
Perfumes, desodorantes íntimos, absorventes perfumados e papel higiênico colorido podem causar reação alérgica de contato. Prefira versões sem fragrância.
4. Mantenha a área seca
Após o banho, seque bem a região com uma toalha limpa. Evite ficar com roupas molhadas, especialmente após a praia ou piscina.
5. Quando procurar a ginecologista
A coceira íntima que persiste por mais de 2 a 3 dias, vem acompanhada de corrimento, odor forte, ardência ao urinar ou lesões visíveis precisa de avaliação médica. Pode ser sinal de:
- Candidíase vaginal – infecção fúngica, com corrimento branco e pastoso
- Vaginose bacteriana – corrimento cinza com odor de peixe
- Tricomoníase – IST com corrimento amarelo-esverdeado e coceira intensa
- Herpes genital – úlceras ou bolhas dolorosas
- Dermatite de contato – reação alérgica a produto ou tecido
Tratamento adequado
O uso de cremes antifúngicos sem prescrição médica só deve ser feito se você já foi diagnosticada antes com candidíase e reconhece os sintomas. Em caso de dúvida, agende uma consulta — o tratamento inadequado pode mascarar a infecção e dificultar o diagnóstico.
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